GATOS FEIOS: confira o artigo “Nós Contra Todos: A Maldição da Banda Autoral”
Postado em 01/04/2025


Leon Cesar, compositor e vocalista da banda GATOS FEIOS, disponibilizou um artigo autoral intitulado “Nós Contra Todos: A Maldição da Banda Autoral”, no qual compartilha reflexões sobre a difícil missão de conduzir uma banda autoral, underground, em pleno 2025.

Nós Contra Todos: A Maldição da Banda Autoral

Se existe uma saga quase impossível de concluir, não está na ficção — está na vida real, e se chama “ter uma banda autoral”. Quem quer escutar música nova? O público já está confortável com o que conhece. Mas como alguém descobre algo novo? Como quebramos essa barreira invisível do “tá bom assim”?

E aí vem a pergunta cruel: quanto custa divulgar um álbum? Se você, assim como eu, tem uma banda autoral que não passa dos cem plays nas plataformas, já se perguntou: por que ainda fazemos isso? Porque somos os Dom Quixotes da guitarra! Gastamos dinheiro que não temos, levamos esperança e equipamento para tocar em lugares remotos, às vezes para meia dúzia de gatos pingados. Somos músicos, produtores, fotógrafos, videomakers, técnicos de som, marqueteiros… e queremos dinheiro? Claro! Mas, acima de tudo, queremos ser ouvidos.

E no meio desse caminho já cheio de obstáculos, ainda surgem os picaretas. Aqueles que prometem o impossível, vendem sucesso instantâneo, juram que “é só um empurrãozinho” (que custa um rim, claro). E a gente acredita, porque sonho é sonho. E quando se trata de sonho, a gente age mais com o coração do que com a razão. O problema é que o mundo não é movido a sonhos — é movido a dinheiro. E os sonhos viram mercadoria na mão de quem sabe explorar a esperança alheia.

Não é de hoje que essa batalha acontece. Em 1973, Raul Seixas já cantava: “Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego, sou um dito cidadão respeitável”, ironizando a ideia de se conformar com um sistema que nos quer produtivos, mas não criativos. Décadas depois, nada mudou.

O rock independente continua sendo um trabalho de resistência. Porque fazer música autoral no Brasil é um ato de teimosia. E, como dizia Lemmy Kilmister, do Motörhead: “Se você acha que está velho demais para o Rock, então você está.” E nós não estamos.

Eu sou do tempo em que sucesso era ir no Jô Soares. Meu sonho sempre foi ouvir um GATOS FEIOS, vem pra cá!”. Mas, no fundo, o que realmente queremos é ver o público prestando atenção, sentindo nossa música, nossa expressão, nossa arte. É isso que nos move, que nos faz continuar nessa batalha sem fim e sem destino.

E no final das contas, por mais difícil que seja, continuamos. Porque música não se faz por algoritmos, nem por tendências de mercado. Música se faz por necessidade, por paixão. Então, escute nosso som. Escute a banda do seu bairro, da sua cidade, do seu estado. Só isso. E, se achar que vale, compartilhe. Talvez um play a mais seja o primeiro passo para quebrar essa maldição.

A banda GATOS FEIOS começou em 2010, quando dois amigos que não eram tão próximos, Leon César e Ederson, decidiram se juntar para fazer música. Sem um estilo definido, começaram por brincadeira tocando músicas de ícones do Rock dos anos 50, como Elvis Presley e Jerry Lee Lewis. Para surpresa de ambos, o som ficou bom! Como já tocavam em outras bandas de Punk Rock e HardCore, surgiu a vontade de criar algo diferente. Assim, chamaram Paulo para tocar baixo, mas ele logo foi substituído por Ricardo por questões ideológicas. Estava formada, então, a banda GATOS FEIOS.

O grupo ganhou destaque ao se apresentar no famoso Baile dos Anos 60 em Caieiras. Em 2011, gravaram as músicas “Eu era tão seu Amigo”, “No bar todo mundo é Amigo” e “Jornada para te Conquistar”, que estão disponíveis em todas as plataformas digitais.

A banda passou por diversas casas de show pelo estado de São Paulo, mas, infelizmente, Ederson, baterista e fundador, precisou deixar a banda para se dedicar à família e ao trabalho. Foi então que Felipe Sanches entrou para assumir a bateria, garantindo que a banda continuasse ativa. Hoje, os GATOS FEIOS seguem levando seu som animado para bares, festas, casas de show e qualquer lugar onde seja possível se apresentar.

Em sua trajetória, a banda gravou o EP “Não Sou Mais uma Carta”, com três músicas: “Não Sou Mais uma Carta”, “Aos Teus Olhos” e “O Que Venha Ser”. A música “O Que Venha Ser” ganhou um clipe no YouTube, e as faixas estão disponíveis no Spotify. No período pós-pandemia, a banda contou com a entrada de Sergio Ramos, que trouxe muita energia ao grupo, embora tenha ficado apenas três anos. Em 2024, João Nagamichi foi escalado como o novo baterista, marcando uma nova fase para a banda.

Atualmente, os GATOS FEIOS estão em produção do seu primeiro álbum completo, com dez músicas, que será lançado em 2025. Este álbum promete consolidar a banda como um grupo que transita entre diversos gêneros, como Punk Pop, Rock Nacional Clássico, Indie, e Skacore. Com certeza, 2025 será um grande ano para a banda, que planeja levar seu novo trabalho para diversas casas de show.

GATOS FEIOS é uma banda que já misturou Rockabilly, Surf, Rock Pop, Jovem Guarda e Punk Rock. Com um repertório que inclui tanto covers quanto músicas autorais, eles garantem diversão e agitação para todos os públicos.

Para mais informações sobre as atividades da banda GATOS FEIOS e dos demais artistas da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail [email protected].

 
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